Segundo Haddad não há razões para a alta do preço do diesel
com a volta dos impostos federais
A partir de hoje (1º), o governo federal
retoma a cobrança integral do PIS/Cofins sobre o diesel. O imposto estava
zerado desde 2021, mas parte do recolhimento foi antecipada já em setembro
deste ano. A partir de janeiro de 2024, a arrecadação volta a ser integral:
cerca de R$ 0,32 por litro de diesel.
No último dia 26, o ministro da Fazenda,
Fernando Haddad, afirmou que a reoneração não deve encarecer o produto para os
consumidores que pagam pelo litro nos postos de abastecimento. Segundo ele, o
aumento da carga tributária que incide sobre o diesel será amenizado pelas
reduções de preço já anunciadas pela Petrobras.
“Esta reoneração do diesel vai ser feita,
mas o impacto esperado é de pouco mais de R$ 0,30”, disse. Poucas horas antes,
a Petrobras havia anunciado um corte de R$ 0,30 no preço do litro do diesel
vendido às distribuidoras de combustível. Segundo a empresa, no ano, a redução
do preço para as distribuidoras chega a 22,5%.
“Essa redução mais que compensa a
reoneração que entrará em vigor em 1º de janeiro”, assegurou Haddad, garantindo
não haver razões para alta do preço com a volta da cobrança dos impostos
federais. “Pelo contrário: deveria haver uma pequena redução do preço final.”
Esta declaração, mais do que fantasiosa
do Ministro, mostra que a realidade dele e a veracidade dos fatos que realmente
acontecem, caminham em direções opostas, já que a redução prometida pela
Petrobras, em sua maioria, não chegou a metade em diversos locais do Brasil, já
o aumento do imposto, chegou na íntegra ao consumidor final.
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